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Revalidação de diploma estrangeiro no Brasil: o checklist de documentos

Guias Juramenta · Atualizado em 30 de setembro de 2026

A revalidação de diploma estrangeiro no Brasil exige três documentos entregues na Plataforma Carolina Bori: o diploma, o histórico escolar e a matriz curricular com as ementas das disciplinas. Cada um precisa de apostila de Haia (ou legalização consular) no país de origem. Documentos em inglês, francês ou espanhol costumam ser aceitos sem tradução; nos demais idiomas, é preciso tradução juramentada feita por tradutor público matriculado. A revalidação vale para o diploma de graduação; para mestrado e doutorado o processo se chama reconhecimento.

Revalidação ou reconhecimento: qual é o seu caso?

Depende do nível do curso. A revalidação é para o diploma de graduação obtido no exterior e é feita por uma universidade pública brasileira que ofereça curso na mesma área. O reconhecimento é para o título de mestrado ou doutorado e pode ser feito por universidade pública ou privada que tenha pós-graduação avaliada na mesma área. Os dois processos passam pela Plataforma Carolina Bori, o sistema oficial do Ministério da Educação, e servem para dar validade nacional ao seu diploma, para você exercer a profissão, prestar concurso ou continuar os estudos no Brasil.

Quais documentos são exigidos na revalidação de diploma estrangeiro?

São três documentos centrais, definidos pela Resolução CNE/CES nº 2, de 19 de dezembro de 2024. Antes de protocolar, cada um precisa de apostila de Haia (ou legalização consular) no país de origem; a tradução para o português segue a regra explicada logo abaixo.

DocumentoPara que servePrecisa de tradução?
Diploma registrado no país de origemComprova a titulação obtida no exteriorJuramentada, salvo se estiver em inglês, francês ou espanhol
Histórico escolar completoMostra as disciplinas cursadas, as notas e a frequênciaJuramentada, salvo se estiver em inglês, francês ou espanhol
Projeto pedagógico ou matriz curricular com as ementasDescreve o conteúdo de cada disciplina, para a universidade comparar com o curso brasileiroJuramentada, salvo se estiver em inglês, francês ou espanhol

A universidade pode pedir documentos complementares, como informações sobre o corpo docente e a infraestrutura da instituição estrangeira. O diploma costuma render poucas laudas, mas o histórico e, principalmente, as ementas somam bastante texto, e é o total de laudas que define o preço da tradução juramentada.

Profissional revisando documentos no laptop para a revalidação de diploma estrangeiro

Os documentos estrangeiros precisam de tradução juramentada?

Depende do idioma. Pela Resolução CNE/CES nº 2, de 19 de dezembro de 2024, os documentos emitidos em inglês, francês ou espanhol costumam ser aceitos na revalidação sem tradução. Em qualquer outro idioma, é preciso tradução juramentada, feita e assinada por um tradutor público matriculado em Junta Comercial; a tradução simples ou automática não substitui a juramentada. Cada universidade pode ter regras próprias, então confirme antes de contratar. Seja qual for o idioma, o documento precisa da apostila de Haia no país onde foi emitido (ou legalização consular, se o país não faz parte da Convenção) antes da tradução, porque o tradutor traduz também o carimbo da apostila (veja o guia de apostilamento de documentos estrangeiros).

E se o diploma brasileiro for para usar fora do Brasil?

Aí é o caminho inverso, e a tradução costuma ser outra. Para levar um diploma brasileiro a uma universidade nos Estados Unidos, por exemplo, quase sempre basta a tradução certificada, que custa menos e é aceita pela maioria das instituições de ensino. A tradução juramentada entra quando a exigência vem de um órgão público ou conselho profissional, ou faz parte de um processo de imigração. Na dúvida, confirme com a instituição de destino qual formato ela aceita antes de fechar o serviço.

Passo a passo da revalidação (e onde entra a tradução)

O processo fica mais simples quando você segue as etapas na ordem. Primeiro, apostile o diploma, o histórico e as ementas no país de origem (ou faça a legalização consular). Depois, se os documentos estiverem em um idioma diferente de inglês, francês e espanhol, contrate a tradução juramentada do diploma e do histórico escolar aqui no Brasil. Em seguida, crie o pedido na Plataforma Carolina Bori e escolha uma universidade que ofereça o curso na sua área; há um acesso específico para requerente estrangeiro sem CPF. A universidade analisa o processo e, ao final, registra a revalidação no seu diploma. Diplomas de medicina seguem uma regra própria: é preciso ser aprovado no Revalida, o exame nacional aplicado pelo Inep, antes de a revalidação ser concluída.

Perguntas frequentes

Quanto tempo demora a revalidação de diploma estrangeiro?

O prazo varia conforme a universidade e a área do curso, e costuma levar de alguns meses a mais de um ano. A parte que você controla é a preparação dos documentos: apostila no país de origem e, quando é preciso traduzir, a tradução juramentada no Brasil, que fica pronta em poucos dias. Documentos completos desde o início evitam exigências e atrasos na análise.

Preciso traduzir o histórico escolar e as ementas também?

Depende do idioma. O histórico escolar e a matriz curricular com as ementas fazem parte dos documentos obrigatórios da revalidação. Se estiverem em inglês, francês ou espanhol, costumam ser aceitos sem tradução; em outros idiomas, precisam de tradução juramentada, como o diploma. As ementas costumam ocupar mais páginas, porque descrevem o conteúdo de cada disciplina, então inclua essas laudas no orçamento.

A revalidação pode ser feita em qualquer universidade?

Não. A revalidação de diploma de graduação é feita por universidade pública brasileira que ofereça curso na mesma área, pela Plataforma Carolina Bori. Já o reconhecimento de mestrado e doutorado pode ser feito por universidade pública ou privada que tenha pós-graduação avaliada na área. Você escolhe a instituição ao abrir o pedido na plataforma.

Diploma de medicina estrangeiro precisa de revalidação?

Sim, e a medicina tem um caminho próprio: além da análise da universidade, é preciso ser aprovado no Revalida, o exame nacional aplicado pelo Inep para diplomas de médico obtidos no exterior. Os documentos seguem a mesma regra dos outros cursos: apostila no país de origem e tradução juramentada quando não estão em inglês, francês ou espanhol.

Vai revalidar seu diploma? Se ele estiver em um idioma diferente de inglês, francês e espanhol, a tradução juramentada é obrigatória. Envie o diploma, o histórico e as ementas já apostilados e diga a universidade de destino. A tradução é feita e assinada por tradutor público matriculado, com preço fechado por documento e aprovado antes de começar.

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